Fonte: Sindigás

Estudo da Consultoria LCA mostra que o aumento da participação do GLP na matriz energética brasileira traria crescimento socioeconômico, com mais empregos e geração de receitas. O gás – uma energia limpa, transportável, versátil, abundante, segura e eficiente – tem bastante espaço para crescer quando observamos a fatia que a lenha representa – 6,9%, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2020.

Dois aspectos são indiscutivelmente salutares na substituição da lenha pelo gás: o ambiental e o de bem-estar. Energia utilizada diariamente no preparo das refeições de 91% do total de lares no país, para cocção e outros usos em domicílios, o GLP é bem mais limpo que a lenha e, ao mesmo tempo, é capaz de fornecer o poder calorífico, tomando-se como referência um botijão de gás, que somente o corte e a queima de dez árvores poderiam fazer.

Muitas indústrias ainda utilizam a lenha em seus processos, com várias desvantagens além das ambientais. Entre elas, estão a alta demanda de recursos e tempo para a manutenção de equipamentos; menor qualidade do produto final, devido à dificuldade em se manter a homogeneidade de temperatura; perda de competitividade; e custos indiretos de estocagem da lenha.

No âmbito do uso doméstico, a lenha tem consequências que podem ser ainda mais nefastas. Estudo da professora Adriana Gioda, do Departamento de Química da PUC-Rio, mostra que as emissões da combustão da lenha são tóxicas para a saúde, causam doenças cardíacas, pulmonares e câncer, contribuindo diretamente para o aumento da morbidade e da mortalidade. Vitimam, sobretudo, as populações menos favorecidas. Não há como negar, observando-se todo esse cenário, as vantagens que o GLP poderia trazer ao expandir seu uso em substituição à lenha.

Sergio Bandeira de Mello, Presidente Sindigás


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