Fonte: Sindigás

A segurança do botijão de gás é foco constante do trabalho das empresas distribuidoras de GLP. E o botijão, de fato, é uma embalagem extremamente segura, tanto que carrega um produto altamente inflamável, mas, ainda assim, pode ficar ao lado de um fogão. Todo esse esforço, no entanto, deve ser acrescido da conscientização do consumidor no uso do botijão, que requer alguns cuidados simples, porém fundamentais para evitar acidentes.

O botijão de 13kg de GLP, o mais conhecido e utilizado nas residências brasileiras (33 milhões de unidades mensais), está sempre conectado ao fogão por um regulador de pressão e por uma mangueira. Esses acessórios merecem atenção especial dos consumidores. Quando ocorrem acidentes, um dos principais motivos é o uso de regulador ou mangueira, sejam vencidos ou não apropriados para instalação doméstica de GLP.

Os consumidores devem, portanto, observar se a mangueira e o regulador de pressão possuem a marca de conformidade do INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) estampada no corpo desses assessórios, assim como sua respectiva norma de fabricação. Esta atesta que os produtos cumprem com requisitos estabelecidos nas normas técnicas e que a fabricação segue avaliações periódicas por organismo de certificação acreditado pelo Instituto. Sem essas especificações, os produtos não são seguros, devendo ser descartados e substituídos imediatamente.

Vale ressaltar que a mangueira e o regulador de pressão possuem validade de cinco anos, a partir da data de fabricação, devido à possibilidade de ressecamento de alguns dos seus componentes, que prejudicam o uso. Os critérios são estabelecidos em normas da ABNT, que determinam a necessidade de substituição dentro deste prazo, em prol da segurança no uso, podendo inclusive ser necessário antecipação da troca, caso seja identificado algum dano. Após o prazo de validade, podem ocorrer desde desgaste natural, entre outros danos devido ao uso contínuo, com grande possibilidade de vazamentos e, consequentemente, maior risco de acidentes.

Recentemente, alguns episódios de acidentes com botijão foram noticiados, com atribuição de uso indevido de mangueira. Ocorre que as notícias identificaram uso de mangueiras destinadas a jardins, também transparentes e com tarja amarela, e que visualmente são muito parecidas com as mangueiras de PVC para GLP. No entanto, mangueiras para jardins não são projetadas para uso em instalações domésticas de GLP, pois não têm em sua composição a resistência necessária para o contato com o energético.

Identificar uma mangueira de PVC para instalações domésticas de GLP é fácil. Elas são transparentes, possuem tarja amarela com a marca do fabricante e têm também a marca do INMETRO e o número da norma de fabricação (ABNT NBR 8613). Possuem a expressão “Gás-GLP”, além da validade, o número do lote de fabricação e a expressão “Pn 2,8 kPa”. A norma NBR 8613 estabelece que o comprimento admissível para utilização da mangueira destinada à condução do GLP deve estar entre 0,80m e 1,25m, devendo sair da fábrica já cortada.

Já o regulador, conforme norma de fabricação (ABNT NBR 8473), deve ter gravado em seu corpo, no mínimo, as seguintes informações: marca do fabricante, o sentido do fluxo do gás, a validade, a identificação de Indústria Brasileira ou país de origem, a pressão nominal de saída, a vazão nominal em kg/h de GLP e o modelo do produto. Constata-se que os acessórios adequados possuem vários requisitos que devem ser atendidos para garantir a segurança do uso do botijão.

Considerando todos esses pontos de atenção, o consumidor terá a cada troca de botijão um produto versátil, seguro e eficiente. Para isso, é importante estar consciente e atento ao seu papel no uso correto e seguro do botijão, podendo sempre buscar apoio com seu distribuidor ou revendedor de confiança.

Sergio Bandeira de Mello – Presidente do Sindigás


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