Fonte: Sindigás
Poucos atributos são tão determinantes na relação do consumidor com a energia que utiliza dentro de casa quanto a segurança.
No caso do GLP, essa confiança é construída todos os dias. Ela passa pela qualidade do produto, por equipamentos adequados, pela responsabilidade dos agentes da cadeia e, também, pela informação e pelos cuidados adotados pelo consumidor.
Ainda existem dúvidas e ideias equivocadas sobre a segurança do gás de cozinha, muitas vezes associadas ao próprio fato de o produto ser armazenado em um botijão. É justamente por isso que informação e prevenção são tão importantes, especialmente quando falamos de uma fonte de energia presente diariamente na vida de milhões de famílias brasileiras.
O GLP é seguro quando utilizado corretamente, com instalação adequada, equipamentos certificados, manutenção em dia e respeito às orientações de segurança. Cuidados simples, como manter o botijão em posição vertical e em local ventilado, utilizar regulador e mangueira adequados e nunca recorrer a adaptações ou improvisações, fazem parte dessa cultura de prevenção.
Mas segurança não começa nem termina na casa do consumidor. Ela precisa estar presente em toda a cadeia, da distribuição à revenda, passando pelos equipamentos, pela manutenção e pela informação que acompanha o produto até seu uso final.
E os brasileiros deixam claro o quanto valorizam esse atributo.
Pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva para o Sindigás mostra que 94% dos entrevistados consideram a segurança muito importante na escolha do gás para cozinhar. É o atributo com maior percentual entre os avaliados no levantamento, seguido pela quantidade e qualidade do produto, ambas consideradas muito importantes por 92%.
Para mim, esse dado diz muito. Segurança não é um aspecto acessório na relação das famílias com a energia. É uma condição essencial de confiança.
E essa discussão vai além do próprio botijão.
Para 90% dos brasileiros, o GLP ajuda milhões de pessoas a terem uma alimentação adequada, enquanto 88% consideram o produto parte da segurança alimentar do país. São números que mostram como o acesso à energia está ligado a algo muito concreto: a possibilidade de preparar alimentos todos os dias de maneira adequada.
Outro resultado chama especialmente a atenção: 86% afirmam que nenhuma família deveria precisar cozinhar com lenha, carvão ou materiais improvisados por falta de acesso ao gás.
É aqui que segurança, acesso à energia e qualidade de vida se encontram.
A pobreza energética não se resume à ausência de uma fonte de energia. Ela também aparece quando uma família precisa recorrer a alternativas precárias para realizar algo tão básico quanto preparar sua alimentação.
Por isso, ampliar o acesso ao GLP significa mais do que colocar energia à disposição das pessoas. Significa contribuir para que elas possam cozinhar utilizando uma fonte adequada e segura.
Tenho defendido que segurança deve ser tratada como um compromisso permanente de toda a cadeia. Isso envolve produto, equipamentos, instalações, manutenção, fiscalização, responsabilidade e, sobretudo, informação de qualidade para o consumidor.
A percepção de segurança é importante. Mas a confiança que o consumidor deposita no GLP precisa continuar sendo construída sobre algo muito mais sólido: prevenção, responsabilidade e uma cadeia que coloque a segurança em primeiro lugar.
Sergio Bandeira de Mello
Presidente do Sindigás